Comunidades Digitais : Ignição de redes comunitárias de acesso à internet com autogestão pelos próprios usuários locais.

São redes comunitárias de acesso à internet com autogestão por da comunidade. Os processos de seleção, capacitação, instalação, gerenciamento e suporte são as etapas executadas junto às comunidades para que a iniciativa se consolide na localidade. O processo de seleção permite identificar, dialogar e interagir com as comunidades interessadas em dar ignição em suas próprias redes, mediante análise de alguns critérios de viabilidade. A capacitação é o momento de trocas de saberes e de transferência do conhecimento técnico e administrativo para gerenciamento da iniciativa local. A instalação é feita diretamente pelos atores que participaram da etapa de capacitação. O gerenciamento tem em parte as premissas detectadas na seleção de que a comunidade já tem práticas coletivas consolidadas, onde somente é acrescido alguns processos pontuais para operacionalização e gerenciamento da rede comunitária. Por fim, o suporte é a soma da disposição local de técnicos comunitários já capacitados e o suporte complementar do IBEBrasil para garantir tempo necessário para consolidação do conhecimento passado pelas etapas de capacitação. A sustentabilidade da rede comunitária local se dá através de processos associativistas, garantindo equilíbrio econômico de todas as partes envolvidas e a custos acessíveis para os associados locais.

Rede Casulo : Programa de desenvolvimento de empreendimentos individuais ou solidários com foco em formação, assessoria e suporte de serviços com base tecnológica.

 

O que é o Programa Rede Casulo?

A Rede Casulo é um programa institucional do Instituto Bem Estar Brasil que busca contribuir com o desenvolvimento do microempreendedorismo local através de processos formativos na região Norte e Noroeste Fluminense (N/NOF).

O programa está sedimentado em modelos econômicos colaborativos e baseado em custo marginal zero, garantindo sustentabilidade e economicidade para os colaboradores, seus usuários e parceiros.

O público-alvo da Rede Casulo são os microempreendedores e empreendimentos da economia solidária da região N/NOF, identificados em especial, nas comunidades cuja situação socioeconômica ou falta de infraestrutura imponham dificuldades ao acesso à formação para melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico.

Por que o programa oferece apoio aos MEIs, EIs e EESs na região N/NOF ?

No Brasil existem 6.653.221 MEI (fonte: Portal do Empreendedor) criados e no início de 2018, 1.37 milhões foram desativados (fonte: Receita Federal). Em Campos dos Goytacazes/RJ temos 16.869 (fonte: Portal do Empreendedor). As ações locais não são suficientes para atender a demanda crescente de formação continuada para este público, logo, a função social da Rede Casulo é atender estes microempreendedores com formação e assessoria complementar para que criem mecanismos fortes de sustentabilidade em seus modelos de negócios, ao mesmo tempo formando EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS, apoiando-os no FORTALECIMENTO do TRABALHO COLABORATIVO, QUALIFICAÇÃO de SUAS AÇÕES para a OBTENÇÃO DE RESULTADOS POSITIVOS, na GERAÇÃO de TRABALHO e RENDA e na AMPLIAÇÃO DE ACESSO AOS DIREITOS DE CIDADANIA.

EcoTecs: Projeto de replicação de tecnologias sociais sustentáveis através de processos formativos didáticos e simples com base na cultura de “faça você mesmo”.

O programa EcoTecs é uma iniciativa de economia colaborativa composta basicamente através de processos organizativos autônomos e comunitários que têm como objetivo comum o desenvolvimento socioeconômico e ambiental local da região N/NOF através de processos de formação e suporte presencial e semipresencial com utilização de infraestruturas, plataformas e serviços tecnológicos para cumprimento de suas ações.

A metodologia do programa EcoTecs tem sua proposta sedimentada em modelos econômicos colaborativos e baseada em custo marginal zero, garantindo sustentabilidade e economicidade para os colaboradores, seus usuários e parceiros.

O público-alvo do programa EcoTecs são as comunidades da região N/NOF, identificadas em especial, cuja situação socioeconômica ou falta de infraestrutura que imponham dificuldades ao acesso à formação e assessoria para melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico local.

O programa EcoTecs, em suas atividades e pesquisas, verificou a fragilidade organizacional, administrativa e técnica das comunidades da região, que poderá comprometer significativamente a sustentabilidade dos mesmos como empreendimentos de médio e longo prazo.

Economia Solidária:

A Economia Solidária (ES) compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, empresas autogestionárias, redes de cooperação, complexos cooperativos, entre outros, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Os empreendimentos solidários têm como princípios: I – bem-estar e a justiça social; II – a primazia do trabalho, com o controle do processo produtivo pelos trabalhadores; III – a autogestão, cooperação e da solidariedade na dimensão econômica da política pública.

O IBEBRASIL trabalha para alicerçar processos produtivos que fortaleçam a economia solidária visando à modernização das relações de produção, de consumo, da melhoria do trabalho, ampliação de renda, qualidade de vida, cidadania e democracia participativa. Para alcançar estas finalidades e objetivos executa ações de assessoria técnica, formação e cooperação para o exercício da autogestão comunitária e do fortalecimento das politicas públicas através de:

Assessoria Técnica à Fóruns Municipais organizados nos município;

Assessoria técnica para empreendimentos da economia solidária formados ou em fase de organização para fortalecimento da viabilidade cooperativa dos empreendimentos;

Experimentação e organização de novos modelos socioprodutivos e de sistemas alternativos de produção, comercialização, trabalho e crédito solidário como pilotos para serem socializados;

Assessorar discussões para o marco legal da economia solidária nos territórios de atuação;

Contribuir na formulação e/ou aperfeiçoamento de políticas públicas para a efetivação da cidadania plena através de ações de impactos sociais-econômico-ambiental-cultural;

Difundir e orientar conhecimentos, através de seminários, palestras, congressos, jornadas e capacitação tanto no Brasil como no exterior;

Realizar curso de pequena duração para fortalecer os trabalhadores de economia solidária;