5 documentários brasileiros sobre a internet

A internet está recheada de produções internacionais que documentam diversos momentos históricos e temas relacionados a própria internet, a maioria tem como produtores ou patrocinadores gigantes como Discovery Chanel, BBC e Netflix, mas há também produções menores independentes. Mas você sabia também há produções documentais nacionais de excelente qualidade e relatam e trás ao debate diversos temas relacionados a internet dentro de uma perspectiva da realidade brasileira?

Aqui listamos cinco documentários, sem dois eles web série, que contam momentos históricos da internet brasileira ou debate temas relacionados.

5 – Se tá na Internet, é verdade!

“As mentiras e rumores sempre existiram e foram difundidas na sociedade. Com a Internet e as redes sociais tornou-se expressivo a transmissão e criação de notícias falsas, as denominadas fake news. O documentário “Se tá na internet, é verdade” busca compreender o fenômeno social da massificação de notícias falsas no ambiente digital e os impactos na vida contemporânea.”

“Esse projeto foi realizado pela Astúcia, uma produtora de conteúdo acadêmica como parte de um Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos de Rádio, TV e Internet da Universidade Metodista de São Paulo – Campus Rudge Ramos.”

Fonte: Canal Astúcia Produções

4 – Juventude conectada

“Com produção de Laís Bodanzky e da Buriti Filmes, o documentário é inspirado na pesquisa Juventude Conectada da Fundação Telefônica Vivo, correalizadora do projeto. A série tem quatro episódios – “Ativismo”, “Comunicação Democrática”, “Empreendedorismo” e “Educação”-, com 26 minutos cada…”

“Em comum entre os capítulos está a forma com que jovens conscientes e criativos exploram as possibilidades da era digital para defender suas causas, reinventar modelos econômicos e transformar sua realidade e a do mundo. Líderes de uma nova cultura, eles inspiram e protagonizam uma verdadeira revolução global. “Enquanto debatemos a sobrevivência das mídias tradicionais, a queda vertiginosa das vagas no mercado de trabalho e formas de patrocínio e incentivo cultural, por exemplo, nossos jovens não esperam. Eles estão se apropriando do que existe de mais novo em termos de tecnologia e comunicação para procurar novos caminhos e propor mudanças e melhorias para o mundo”, conta Bolognesi. Diretor da premiada animação “Uma História de Amor e Fúria” e roteirista de grandes sucessos como “Bicho de Sete Cabeças” e “As Melhores Coisas do Mundo”.”

Fonte: UNDIME

3 – Meio século de internet e Futuro da internet

“Ao completar 50 anos, a internet é vista como estímulo principal à criação de um mundo digital que só era conhecido por meio da ficção científica. A temática futurista já estava presente na literatura do russo naturalizado americano Isaac Asimov, em obras como Eu, Robô, que foi escrita nos anos 50 e ainda serve de referência para a crescente indústria da robótica. Asimov imaginou leis para a boa convivência do homem com as máquinas: a principal delas é que o robô jamais poderá agir contra os interesses e a segurança da humanidade. A inteligência artificial que teve início em 1954, nos Estados Unidos, hoje dá voz e movimentos a equipamentos eletrônicos e carros autônomos. O mundo do big data, dos algoritmos e a segurança de dados são os principais temas abordados no documentário “Meio Século de Internet”, produzido pela TV Justiça.”

Fonte: TV Justiça

“Em mais um Documentário sobre a internet, a TV Justiça entrevista especialistas que arriscam falar sobre o futuro do mundo em rede e como a automação de rotinas e a robotização vão influenciar o mercado de trabalho. Segundo o cientista chinês Kai-Fu Lee, criador da Inteligência Artificial, a metade das profissões que conhecemos hoje devem desaparecer até 2035. O aprendizado profundo das máquinas não terá limites após a captura de todos os dados pessoais disponíveis nas redes sociais e nos arquivos oficiais. Para ele, o Big Data veio para ficar.”

Fonte: TV Justiça

2 – XPLOIT: Internet Sob Ataque

“A mini-série Xploit, que é uma realização da TVDrone / Actantes em associação com a Heinrich-Böll-Stiftung e apoio da Rede TVT, pretende abordar uma guerra silenciosa que acontece longe dos PCs, laptops e dispositivos móveis mas cujo o resultado interfere diretamente em nossas vidas online e offline. Contando com a ajuda de um seleto grupo de entrevistados como o co-criador do sistema GNU Richard Stallman, o jornalista James Bamford, a advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa, a cientista social Esther Solano e o sociólogo e cyberativista Sérgio Amadeu da Silveira a série introduz o espectador nas disputas políticas políticas e econômicas que resultarão consequencias diretas em nossos diretos essenciais dentro e fora do mundo digital.”

Fonte: TVDrone WebTV

1 – Freenet

“Quem governa a rede? Com quais interesses e com quais consequências? Será que somos mesmo livres para acessar conteúdo? Sua privacidade está garantida? Quais direitos humanos são desrespeitados quando a estrutura democrática da internet é ameaçada? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo?

freenet? é um filme documentário colaborativo sobre o futuro da liberdade na Internet. Seu objetivo é trazer a realidade dos bastidores da internet para o centro do debate global de forma participativa e envolvente, e através da produção e intercâmbio de conteúdo visual, sensibilizar e trazer informações para aqueles que mais sofrem as consequências das últimas mudanças nas políticas de internet: os usuários da rede.

O documentário é uma realização de quatro entidades brasileiras comprometidas com o debate de liberdade e defesa de direitos na rede: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Centro de Tecnlogia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS/FGV), Instituto Nupef e Intervozes.”

Fonte: Intervozes

https://youtu.be/TSomRix04fQ

Prosa com mulheres em redes comunitárias

prosa
substantivo feminino
1.
expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem metrificação intencional e não sujeita a ritmos regulares.

Relato de mulheres envolvidas em projetos de redes comunitárias. Essas falas foram coletadas durante o projeto LOCNET no ano de 2019, nas comunidades de Marrecas, estado do Rio de Janeiro e na associação Casa dos meninos da zona sul de São Paulo.

ENTREVISTADAS

-Edwirges, 15 anos, moradora da comunidade de Marrecas. Monitora do telecentro.
-Beatriz, 17 anos, moradora de São Paulo, monitora da Casa dos meninos.
-Daiane, 29 anos, Presidente da Casa dos meninos.
-Aline, 39 anos, comunicação no Instituto Bem estar Brasil, natural de Mogi das Cruzes e voluntaria em Marrecas.
-Mércia, 53 anos, voluntária na Casa dos meninos.

RELATÓRIO ESCRITO

PT-BR
INGLES

CRÉDITOS

-Pesquisa, texto e diagramação: Carla Jancz
-Filmagem: Stella To e equipe audiovisual da Casa dos meninos
-Edição de vídeo: Helena Prado

Imagens sobre redes comunitárias em quadrinhos

Por: Carla Jancz

Não é nada fácil explicar os conceitos por trás das redes comunitárias, sejam as características técnicas das redes de radiofrequências ou os aspectos sociais e humanos das tecnologias comunitárias.

Um dos princípios que desenvolvemos no ensino de tecnologias com recorte de gênero é a linguagem. Facilitar uma formação para grupos populares usando termos e metodologias colonizadoras pode aumentar a barreira já existente entre as pessoas e uma tecnologia que não foi criada para seus interesses.

Tendo isso em mente, imagens e analogias são poderosas ferramentas para facilitar o entendimento de um termo técnico ou uma ideia. Recusamos a premissa de que fazê-lo seja de alguma forma subestimar a capacidade de compreensão de assuntos técnicos. Acreditamos que explicar conceitos numa linguagem que os aproximem das pessoas e de suas realidades é uma forma de resistência à linguagem hegemônica, estadunidense e patriarcal em que a tecnologia geralmente é ensinada.

Esse material é uma parceria entre mulheres brasileiras, tecnologistas e artistas, com colaboração de pessoas trabalhando com redes comunitárias em vários países. Propõe-se a ilustrar algumas dessas imagens, mesclando termos técnicos como ‘linha de visada’ e ‘topologia em malha’ com reflexões do porquê fazemos redes comunitárias e do papel muitas vezes invisibilizado das mulheres dentro dessas iniciativas.

Faça o download abaixo:

PT-BR
Ingles

Páginas de exemplo: