Redes comunitárias urbanas – Novas conexões entre permacultura e tecnologias livres na perifa

Horta di gueto é um coletivo  de Taboão da Serra, na periferia de São Paulo, cujo objetivo é levar os saberes e as práticas da permacultura e da agroecologia para sua comunidade. A proposta do coletivo é promover a visão, o trabalho e a colaboração da periferia, buscando uma forma mais autônoma e sustentável de se viver.

Foto: Coletivo Candearte

O coletivo ocupa uma praça em Taboão da Serra e realiza atividades de permacultura, um movimento que surgiu em reação ao agronegócio e mistura técnicas da sabedoria rural com novas tecnologias. Alguns exemplos de práticas promovidas pelo coletivo são: jardinagem agroecológica, composteira comunitária, oficinas de pintura com tinta de terra, brincadeiras, atelier aberto, rodas de conversa e uma feira agroecológica mensal com alimentos das agricultoras quilombolas do Vale do Ribeira.

Taboão da Serra é um bairro da periferia de São Paulo com aproximadamente 250.000 habitantes.

Dia 23 de Maio foi o início de uma parceria entre o coletivo e o Instituto Bem estar Brasil; um bate-papo sobre redes comunitárias que aconteceu na casa de Araken, um dos principais membros da iniciativa. É lá que o coletivo se reúne e trabalha entre outras coisas na preparação de bambus para bioconstrução; uma de suas especialidades.

Foto: Carla Jancz

O objetivo inicial dessa rede comunitária seria levar internet à praça ocupada pelo coletivo, e utilizar um sistema de tickets com valores acessíveis para que a comunidade realize esse acesso.

Segundo Araken, a internet seria uma ferramenta importante para fortalecer relações com os moradores da comunidade. Esse acesso gerido de forma comunitária seria uma ferramenta para ajudar novos empreendedores periféricos a divulgarem seu trabalho. Essa é uma das propostas da sede do coletivo: estar aberta a quem quer desenvolver talentos locais.

Foto: Carla Jancz

Durante a apresentação do que são redes comunitárias, o coletivo também demonstrou interesse na possibilidade de usar serviços além da internet, que poderiam ser gratuitos para todo o bairro. Serviços locais como rádio e streaming de vídeo poderiam envolver uma população mais jovem e atrair mais pessoas da comunidade para os cursos de formação realizados pelo coletivo.

Foto: Horta di gueto

O Horta di gueto é uma comunidade urbana que promove autonomia e a maneira tradicional de como a perifa colabora, trabalha e cria a vida em conjunto, uma iniciativa que para nós tem muita sinergia com a Casa dos meninos. Mais um “nó” na rede de pessoas redesenhando comunidades urbanas através das tecnologias agroecológica e digital.

Que bons frutos nasçam dessas conexões!

Para saber mais sobre o coletivo Horta di gueto:

https://www.facebook.com/hortadigueto
https://www.elchoq.com.br/2019/01/horta-di-gueto.html
https://manoelameyer.com.br/portfolio/horta-di-gueto